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Polícia Civil apreende quase duas toneladas de maconha em Campo Grande

Operação da DEFURV, inicialmente contra roubo de veículos, desarticula entreposto e prende um homem no bairro Parque do Lageado.

29/01/2026 às 20:31
Por: Redação

A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DEFURV) da Polícia Civil de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, realizou uma significativa operação na manhã desta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, resultando na apreensão de quase duas toneladas de maconha e na desarticulação de um entreposto de drogas. A ação, inicialmente focada na recuperação de veículos roubados, culminou em uma das maiores apreensões de entorpecentes da região, destacando a complexa rede criminosa que interliga roubo de veículos e tráfico de drogas.

 

As diligências tiveram início a partir de informações cruciais que apontavam para a possível existência de automóveis subtraídos em um imóvel localizado no bairro Parque do Lageado. Ao chegarem ao local indicado, os investigadores da DEFURV procederam com a averiguação, onde rapidamente identificaram um veículo que apresentava fortes sinais de adulteração. Uma análise técnica aprofundada confirmou que o automóvel havia sido roubado no estado de São Paulo, evidenciando a sofisticação da quadrilha.

 

Descoberta do Entreposto de Drogas

No decorrer da vistoria e após a constatação da irregularidade do veículo, os policiais civis aprofundaram a inspeção no imóvel e se depararam com uma vasta quantidade de substância entorpecente. A droga, posteriormente identificada como maconha, estava estrategicamente armazenada em diversos cômodos da residência, configurando um flagrante. Diante da evidente situação de crime, a equipe da DEFURV realizou a incursão imediata na propriedade.


O homem detido no local assumiu a propriedade da maconha e do veículo roubado, informando às autoridades que o automóvel era essencialmente utilizado para o transporte do entorpecente.


A ação resultou na prisão de um homem, que confessou ser o proprietário de toda a carga de narcóticos e do veículo ilícito, revelando o papel fundamental do automóvel na logística da organização criminosa. A somatória dos entorpecentes apreendida impressiona, totalizando aproximadamente 1.993 quilos de maconha. A droga estava meticulosamente embalada em tabletes e fardos, pronta para ser distribuída.

 

Além da expressiva quantidade de maconha, a operação também resultou na apreensão de balanças digitais, equipamentos utilizados para a pesagem e fracionamento da droga, além de diversos aparelhos celulares. Estes dispositivos são cruciais para a comunicação e coordenação das atividades ilícitas do grupo. O veículo roubado, com sinais de adulteração, também foi formalmente apreendido como prova do crime patrimonial.

 

Modus Operandi da Organização Criminosa

A investigação detalhada permitiu à Polícia Civil desvendar o engenhoso método de operação do grupo criminoso. Foi constatado que a organização utilizava veículos roubados em outros estados da federação, os quais passavam por um processo sofisticado de clonagem. Para evitar a detecção, esses veículos recebiam identificações de carros do próprio estado de Mato Grosso do Sul, permitindo-lhes circular sem levantar suspeitas.


Os automóveis clonados eram empregados diretamente nas operações de carga e descarga de grandes volumes de entorpecentes na cidade de Campo Grande, funcionando como um ponto estratégico de preparação antes do envio da droga para outros estados.


Este esquema complexo de adulteração e clonagem de veículos era fundamental para a logística do tráfico, permitindo que os criminosos realizassem a movimentação de substâncias ilícitas com maior discrição e segurança, dificultando a atuação das forças de segurança. A capital sul-mato-grossense servia, assim, como um entreposto central para a distribuição do carregamento para diversas outras regiões do país.

 

A bem-sucedida operação da DEFURV em 29 de janeiro de 2026 representa um golpe significativo contra o crime organizado, desarticulando não apenas um ponto de armazenamento de drogas, mas também expondo e interrompendo uma complexa estratégia de transporte e logística utilizada pelos traficantes. A Polícia Civil segue investigando para identificar e prender outros integrantes desta rede criminosa.

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