O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a América Latina e o Caribe só conseguirão solucionar suas questões se agirem de maneira conjunta. No dia 28 de janeiro de 2026, durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe no Panamá, Lula sublinhou os ativos políticos e econômicos que a integração regional pode proporcionar, tornando os países mais significativos globalmente.
Ao discursar na sessão de abertura do fórum, Lula ressaltou que “seguir divididos nos torna todos mais frágeis”. Ele identificou as credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais dos países latino-americanos e caribenhos como excecionais para aspirar a uma presença relevante no cenário mundial.
Lula destacou a necessidade de compromissos sólidos entre as lideranças regionais com mecanismos institucionais. Para alcançar integração efetiva, é crucial equilibrar os interesses nacionais diversos da região.
Para o presidente, a falta de visão das lideranças sobre os benefícios de um projeto de inserção internacional autônoma é uma barreira. Lula sugeriu que as riquezas inexploradas poderiam assegurar uma inserção competitiva global.
Entre os ativos mencionados, Lula destacou o potencial energético da região, como as reservas de petróleo, gás, hidroeletricidade, biocombustíveis, e energias nuclear, eólica e solar. Ele também mencionou a presença da maior floresta tropical do mundo, condições climáticas e solos variados, além de avanços científicos na produção de alimentos.
“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível calcada na pluralidade de opções supera divergências ideológicas."
O presidente reforçou que a região abriga recursos minerais abundantes, essenciais para a transição energética e digital, como minérios críticos e terras raras. Essas riquezas só beneficiarão os países se forem geridas por meio de parcerias que gerem riqueza, emprego e desenvolvimento.
Lula lembrou que a região forma um mercado consumidor de mais de 660 milhões de pessoas, sem conflitos graves entre os governos, predominantemente eleitos democraticamente.
Por ser convidado especial, Lula foi o segundo a discursar, após o presidente anfitrião, José Raúl Mulino. Lula deve retornar ao Brasil no final do dia. O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe segue até 30 de janeiro.